"Amar demais não faz mal" é o título da matéria publicada em dezembro de 2010 que cita o livro Prepare as crianças para o mundo.
A construção da autonomia e da auto-estima são o maior ganho das crianças que recebem uma determinada forma de amor, bastante específica.
A única capaz de construir vínculos e proteger de agressões!
Vale conferir: clique aqui
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
O que acontece quando papai cuida das crianças
A boa notícia é que mais pais - homens - estão se dedicando a seus filhos.
A má notícia é que não basta ficar com a molecada, no estilão pastor de ovelhas; tem de se empenhar.
A boa notícia vem da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), com dados de 2006 que o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) empacotou: cresceu o número de famílias compostas por homens sozinhos que cuidam de seus filhos. Eram 2,1% do total de famílias brasileiras em 1993, e o porcentual cresceu para 2,7% em 2006.
Parece pouco, mas note bem: são pais sozinhos, que assumem integralmente a família. Se considerados os homens que vivem com as mães de seus filhos, certamente se pode notar um crescimento ainda maior da participação paterna no cuidado às crianças. Sobre isso não há estatísticas, mas as ruas demonstram bem. Ver um humano do sexo masculino passeando com seu bebê numa manhã de sol já não é coisa de outro mundo.
A má notícia vem de um estudo britânico que demonstrou o que acontece quando papai cuida das crianças. Direto ao ponto: muitas das crianças se saem mal nos seus primeiros anos de vida escolar, principalmente os meninos. Isto porque os homens, quando encarregados de cuidar da prole, "resumem suas tarefas a monitorar a criança e atentar para suas necessidades físicas, sem buscar oferecer atividades que estimulem a criatividade e o desenvolvimento de habilidades intelectuais".
Agora, os detalhes e os descontos. Trata-se de um estudo com 6 mil crianças nascidas no início dos anos 1990 em Bristol. A pesquisadora Elizabeth Washbrook, da universidade local, analisou famílias biparentais, estáveis, com padrão cultural médio e sem ocorrência de depressão pós-parto entre as mães.
Embora pareça um daqueles estudos-de-ingleses-que-não-têm-mais-o-que-fazer, este foi financiado por um centro de pesquisas em políticas públicas, o Centre for Market and Public Organisation, em 2007, porque interessa aos britânicos avaliar impactos da licença-paternidade instituída em 2003. Sim, papais bretões têm licença remunerada para dividir com as mães as tarefas neo-natais.
A pesquisadora observou que:
- meninos que passavam mais de 15 horas por semana exclusivamente sob cuidados dos pais tiveram pior desempenho no início da vida escolar, aos 4 anos, sobretudo os que foram cuidados mais intensamente de 1 a 3 anos de idade
- meninas que passavam mais de 15 horas por semana exclusivamente sob cuidados dos pais tiveram melhor desempenho no início da vida escolar, aos 4 anos, sobretudo as que foram cuidadas mais intensamente de 1 a 3 anos de idade
Os gráficos do estudo permitem fazer uma leitura simplificada do "resultado" da companhia dos papais, aos 4 anos de idade dos filhos e filhas:
1. homens que dedicaram 5 a 15 horas semanais a...
> filhos de até 1 ano = desempenho escolar ligeiramente bom
> filhos de 1 a 3 anos = desempenho escolar muito ruim
> filhas de até 1 ano = desempenho escolar muito bom
> filhas de 1 a 3 anos = desempenho escolar ligeiramente ruim
2. homens que dedicaram mais de 15 horas semanais a...
> filhos de até 1 ano = desempenho escolar ligeiramente ruim
> filhos de 1 a 3 anos = desempenho escolar muito ruim
> filhas de até 1 ano = desempenho escolar ligeiramente ruim
> filhas de 1 a 3 anos = desempenho escolar muito bom
É claro que os pais de Bristol não são modelo para nada em termos globais, mas os dados levam a questões interessantes para quem realmente quer cuidar dos filhos.
Ficar com as crianças é, acima de tudo, dar um suporte físico e afetivo para que elas possam brincar, fantasiar, experimentar livremente, em segurança e no seu ritmo. Não confundir com sessões de jogos educativos para estimular a inteligência. Aliás, os senhores britânicos podem estar pecando também pelo excesso programático em seus turnos com os pequenos, e não apenas pela postura pastoril.
O estudo também aponta para questões culturais e sociais. Até que ponto os costumes e os estereótipos impedem que os homens se sintam à vontade e confiantes no cuidado a seus filhos? Haverá algum tipo de pressão ruim dos pais sobre os filhos, e não dos pais sobre as filhas?... Dá para pensar muito.
Marmanjos interessados em fugir das fraldas e queijinhos certamente vão usar os dados de Bristol para desestimular cobranças por parte das parceiras; mulheres interessadas em demonstrar superioridade de gênero também podem citar a pífia contribuição masculina à vida acadêmica dos pequenos. É do jogo. Só não vale levar a sério.
A má notícia é que não basta ficar com a molecada, no estilão pastor de ovelhas; tem de se empenhar.
A boa notícia vem da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), com dados de 2006 que o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) empacotou: cresceu o número de famílias compostas por homens sozinhos que cuidam de seus filhos. Eram 2,1% do total de famílias brasileiras em 1993, e o porcentual cresceu para 2,7% em 2006.
Parece pouco, mas note bem: são pais sozinhos, que assumem integralmente a família. Se considerados os homens que vivem com as mães de seus filhos, certamente se pode notar um crescimento ainda maior da participação paterna no cuidado às crianças. Sobre isso não há estatísticas, mas as ruas demonstram bem. Ver um humano do sexo masculino passeando com seu bebê numa manhã de sol já não é coisa de outro mundo.
A má notícia vem de um estudo britânico que demonstrou o que acontece quando papai cuida das crianças. Direto ao ponto: muitas das crianças se saem mal nos seus primeiros anos de vida escolar, principalmente os meninos. Isto porque os homens, quando encarregados de cuidar da prole, "resumem suas tarefas a monitorar a criança e atentar para suas necessidades físicas, sem buscar oferecer atividades que estimulem a criatividade e o desenvolvimento de habilidades intelectuais".
Agora, os detalhes e os descontos. Trata-se de um estudo com 6 mil crianças nascidas no início dos anos 1990 em Bristol. A pesquisadora Elizabeth Washbrook, da universidade local, analisou famílias biparentais, estáveis, com padrão cultural médio e sem ocorrência de depressão pós-parto entre as mães.
Embora pareça um daqueles estudos-de-ingleses-que-não-têm-mais-o-que-fazer, este foi financiado por um centro de pesquisas em políticas públicas, o Centre for Market and Public Organisation, em 2007, porque interessa aos britânicos avaliar impactos da licença-paternidade instituída em 2003. Sim, papais bretões têm licença remunerada para dividir com as mães as tarefas neo-natais.
A pesquisadora observou que:
- meninos que passavam mais de 15 horas por semana exclusivamente sob cuidados dos pais tiveram pior desempenho no início da vida escolar, aos 4 anos, sobretudo os que foram cuidados mais intensamente de 1 a 3 anos de idade
- meninas que passavam mais de 15 horas por semana exclusivamente sob cuidados dos pais tiveram melhor desempenho no início da vida escolar, aos 4 anos, sobretudo as que foram cuidadas mais intensamente de 1 a 3 anos de idade
Os gráficos do estudo permitem fazer uma leitura simplificada do "resultado" da companhia dos papais, aos 4 anos de idade dos filhos e filhas:
1. homens que dedicaram 5 a 15 horas semanais a...
> filhos de até 1 ano = desempenho escolar ligeiramente bom
> filhos de 1 a 3 anos = desempenho escolar muito ruim
> filhas de até 1 ano = desempenho escolar muito bom
> filhas de 1 a 3 anos = desempenho escolar ligeiramente ruim
2. homens que dedicaram mais de 15 horas semanais a...
> filhos de até 1 ano = desempenho escolar ligeiramente ruim
> filhos de 1 a 3 anos = desempenho escolar muito ruim
> filhas de até 1 ano = desempenho escolar ligeiramente ruim
> filhas de 1 a 3 anos = desempenho escolar muito bom
É claro que os pais de Bristol não são modelo para nada em termos globais, mas os dados levam a questões interessantes para quem realmente quer cuidar dos filhos.
Ficar com as crianças é, acima de tudo, dar um suporte físico e afetivo para que elas possam brincar, fantasiar, experimentar livremente, em segurança e no seu ritmo. Não confundir com sessões de jogos educativos para estimular a inteligência. Aliás, os senhores britânicos podem estar pecando também pelo excesso programático em seus turnos com os pequenos, e não apenas pela postura pastoril.
O estudo também aponta para questões culturais e sociais. Até que ponto os costumes e os estereótipos impedem que os homens se sintam à vontade e confiantes no cuidado a seus filhos? Haverá algum tipo de pressão ruim dos pais sobre os filhos, e não dos pais sobre as filhas?... Dá para pensar muito.
Marmanjos interessados em fugir das fraldas e queijinhos certamente vão usar os dados de Bristol para desestimular cobranças por parte das parceiras; mulheres interessadas em demonstrar superioridade de gênero também podem citar a pífia contribuição masculina à vida acadêmica dos pequenos. É do jogo. Só não vale levar a sério.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Leitora comenta:
Indiquei a muitos educadores para reuniões com pais
Sem dúvida, posso dizer que o livro Prepare as crianças para o mundo é uma ferramenta imprescindível para todos aqueles que estão envolvidos na educação de crianças.
Quantos artigos são identificados com as situações que vivemos no dia a dia!
Quanta reflexão proposta para analisarmos melhor nossas atitudes em relação às crianças!
Indiquei para muitos educadores que se serviram de trechos do livro para trabalhar em reuniões com pais, ou estudos em reuniões pedagógicas.
Esmeralda, pedagoga, de São Paulo
Quantos artigos são identificados com as situações que vivemos no dia a dia!
Quanta reflexão proposta para analisarmos melhor nossas atitudes em relação às crianças!
Indiquei para muitos educadores que se serviram de trechos do livro para trabalhar em reuniões com pais, ou estudos em reuniões pedagógicas.
Esmeralda, pedagoga, de São Paulo
sábado, 16 de outubro de 2010
Leitor comenta:
Nada a ver com fast foods das livrarias
Estou me deleitando com a leitura, estou muito empolgado com o livro (Prepare as crianças para o mundo).
Não tem nada a ver com os "fast foods" comprados em livrarias.
Está sendo um dos melhores livros que já li. E olha que leio muito!
Silas, de Curitiba
Não tem nada a ver com os "fast foods" comprados em livrarias.
Está sendo um dos melhores livros que já li. E olha que leio muito!
Silas, de Curitiba
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Estudo: um alerta para mães e pais durões
Três estudos produzidos na universidade norte-americana de Notre Dame estão servindo de alerta para mães e pais durões, que acham que qualquer afago vai fazer suas crianças ficarem mimadas. Acostumados ao padrão nem-vem-que-não-tem-colo, casais daquele país estão criando uma geração de pequenos mais violentos, mais depressivos e menos felizes, segundo a pesquisadora Darcia Narvaez, ao privá-los do contato físico cuidadoso e afetivo.
A professora trabalhou com dados sobre práticas de casais com crianças na faixa dos 3 anos, mais um estudo longitudinal sobre hábitos de contato físico coletados numa pesquisa nacional sobre prevenção de abuso e, ainda, um estudo que comparou práticas de cuidados de casais norte-americanos e chineses. O trabalho dela sugere que nas eras das comunidades caçadoras-coletoras, quando os pais carregavam os filhos pequenos junto ao seu corpo, as crianças cresciam mental e emocionalmente mais saudáveis.
Suas conclusões reforçam a importância do colo, do abraço, das mãos dadas, da presença na hora do choro, da brincadeira, do convívio e de tudo aquilo que se faz quando não inventam teorias e guias que mandam você deixar a criança chorando sozinha no seu quarto e sempre longe dos seus braços. E essas teorias proliferaram. É comum encontrar quem tema estragar suas crianças ao ficar junto a elas quando choram.
Como é costume dos norte-americanos, as conclusões da doutora Darcia resultaram numa listinha de seis condições - ou dicas - para papais e mamães criarem crianças felizes. É mais do mesmo, só que ao avesso. Nem vale a pena citar as dicas, mas é bom constatar que também estudos variados e recentíssimos reconhecem o papel fundamental da presença e do cuidado dos adultos, em palavras, gestos, toques e escuta aos pequenos.
A professora trabalhou com dados sobre práticas de casais com crianças na faixa dos 3 anos, mais um estudo longitudinal sobre hábitos de contato físico coletados numa pesquisa nacional sobre prevenção de abuso e, ainda, um estudo que comparou práticas de cuidados de casais norte-americanos e chineses. O trabalho dela sugere que nas eras das comunidades caçadoras-coletoras, quando os pais carregavam os filhos pequenos junto ao seu corpo, as crianças cresciam mental e emocionalmente mais saudáveis.
Suas conclusões reforçam a importância do colo, do abraço, das mãos dadas, da presença na hora do choro, da brincadeira, do convívio e de tudo aquilo que se faz quando não inventam teorias e guias que mandam você deixar a criança chorando sozinha no seu quarto e sempre longe dos seus braços. E essas teorias proliferaram. É comum encontrar quem tema estragar suas crianças ao ficar junto a elas quando choram.
Como é costume dos norte-americanos, as conclusões da doutora Darcia resultaram numa listinha de seis condições - ou dicas - para papais e mamães criarem crianças felizes. É mais do mesmo, só que ao avesso. Nem vale a pena citar as dicas, mas é bom constatar que também estudos variados e recentíssimos reconhecem o papel fundamental da presença e do cuidado dos adultos, em palavras, gestos, toques e escuta aos pequenos.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Estudo: adolescente curte tomar decisões arriscadas
Não é tanto por inconsequência que garotos adolescentes tomam decisões arriscadas; é muito mais porque eles realmente curtem o risco. Essa constatação está num dos primeiros estudos quantitativos produzidos sobre o tema, publicado pelo UCL Instituto de Neurociência Cognitiva, de Londres.
O estudo não mostra por que esses adolescentes são "programados" para se arriscar. Afinal, seriam características intrínsecas da idade? Seria um fenômeno determinado por fatores sociais e/ou emocionais da civilização pós-moderna? A pesquisa não abarca essas questões, mas contribui bastante ao identificar mais claramente a motivação de decisões pessoais que podem levar, por exemplo, ao sexo inseguro.
O estudo envolveu um grupo masculino na faixa dos 9 aos 35 anos de idade e utilizou um programa de computador em que os 86 voluntários tinham de optar por soluções rápidas sob pressão. A faixa de 14,38 anos de idade optou predominantemente pelas soluções mais arriscadas e foi a que reportou maior satisfação com as situações que resultaram numa "escapada de sorte".
ÍNTEGRA: Adolescents’ heightened risk-seeking in a probabilistic gambling task
O estudo não mostra por que esses adolescentes são "programados" para se arriscar. Afinal, seriam características intrínsecas da idade? Seria um fenômeno determinado por fatores sociais e/ou emocionais da civilização pós-moderna? A pesquisa não abarca essas questões, mas contribui bastante ao identificar mais claramente a motivação de decisões pessoais que podem levar, por exemplo, ao sexo inseguro.
O estudo envolveu um grupo masculino na faixa dos 9 aos 35 anos de idade e utilizou um programa de computador em que os 86 voluntários tinham de optar por soluções rápidas sob pressão. A faixa de 14,38 anos de idade optou predominantemente pelas soluções mais arriscadas e foi a que reportou maior satisfação com as situações que resultaram numa "escapada de sorte".
ÍNTEGRA: Adolescents’ heightened risk-seeking in a probabilistic gambling task
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Você mandaria seu filho doente para a escola?
Se seu filho pequeno estivesse com febre ou diarreia, ou ainda tendo vômitos, você o mandaria para a escola normalmente? Metade dos pais britânicos responderam que sim, que entregariam sua cria doente na escolinha para um dia "normal" de atividades.
A pesquisa foi feita por uma companhia de seguro médico, a Bupa, e os números foram divulgados na edição online do jornal inglês The Guardian. Os principais resultados: dois terços dos casais acreditam que as crianças vão melhorar quando estiverem na escola; um em cada quatro casais simplesmente manda à escola porque diz não ter alternativas para cuidar das crianças; 18% diz que tem compromissos profissionais e não pode cuidar dos pequenos doentes.
Quase 20% dos pais britânicos acredita que vômitos e diarreia não são motivo para deixar de ir à escola, mas 40% acham que conjuntivite sim. Médicos dizem que vômitos e diarreia são sintomas que exigem reclusão, para reduzir o risco de eventual contágio de outras crianças na escola.
A pesquisa mostra muito mais do que uma frieza dos genitores britânicos: mostra sinais de grande despreparo para a função de cuidar dos pequenos. Muitos deles responderam que já se sentiram enganados pelas crianças, que subitamente começavam a melhorar da febre e paravam de vomitar quando percebiam que iam ficar em casa, com mamãe ou papai, enquanto estes perdiam compromissos e viam seu trabalho se acumular.
A pesquisa foi feita por uma companhia de seguro médico, a Bupa, e os números foram divulgados na edição online do jornal inglês The Guardian. Os principais resultados: dois terços dos casais acreditam que as crianças vão melhorar quando estiverem na escola; um em cada quatro casais simplesmente manda à escola porque diz não ter alternativas para cuidar das crianças; 18% diz que tem compromissos profissionais e não pode cuidar dos pequenos doentes.
Quase 20% dos pais britânicos acredita que vômitos e diarreia não são motivo para deixar de ir à escola, mas 40% acham que conjuntivite sim. Médicos dizem que vômitos e diarreia são sintomas que exigem reclusão, para reduzir o risco de eventual contágio de outras crianças na escola.
A pesquisa mostra muito mais do que uma frieza dos genitores britânicos: mostra sinais de grande despreparo para a função de cuidar dos pequenos. Muitos deles responderam que já se sentiram enganados pelas crianças, que subitamente começavam a melhorar da febre e paravam de vomitar quando percebiam que iam ficar em casa, com mamãe ou papai, enquanto estes perdiam compromissos e viam seu trabalho se acumular.
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